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Uso de indicadores para gestão

Um pressuposto fundamental de uma gestão pública eficiente é a capacidade dos tomadores de decisão de avaliar adequadamente a realidade, interpretar os desejos e necessidades da população e implementar ações que atendam às prioridades estabelecidas.


Nesse processo, os indicadores cumprem um papel essencial em diversas etapas. Eles traduzem o contexto em que vivemos por meio de dados, números e informações. Também permitem mensurar aspectos que influenciam nosso dia a dia e nos ajudam a dar um sentido mais tangível e concreto para fatores muitas vezes abstratos, como a qualidade de vida das pessoas ou o nível de vulnerabilidade de uma população.


Em termos práticos, os indicadores organizam e sistematizam um amplo conjunto de informações sobre um determinado território. Eles permitem a identificação de fenômenos temporais e espaciais, a observação e análise de cenários, o monitoramento de ações do governo e a avaliação dos impactos de um programa social. Por isso são tão importantes para a gestão pública e o planejamento urbano.


Os indicadores podem ser classificados de diversas maneiras. A mais comum é de acordo com áreas temáticas, como saúde, educação, habitação, segurança pública, trabalho, transportes e assim por diante.


Outra maneira de classificá-los é como analíticos ou sintéticos. No primeiro caso, eles costumam ser autoexplicativos e descrevem um determinado aspecto da realidade de forma rápida, específica e objetiva. Por exemplo, “tempo de espera por vaga em creche”, “número de leitos hospitalares” e “domicílios sem acesso à rede de água e esgoto” nos dão uma resposta imediata sobre o que pretendem mensurar.


Utilizados com frequência na fase de elaboração de diagnósticos locais, os indicadores analíticos permitem a identificação de déficits sociais em diferentes áreas e temas. Por isso, podem ajudar a definir o público-alvo e as regiões que serão priorizadas por uma ação do governo.


Os indicadores sintéticos, por sua vez, têm como característica geral a capacidade de sistematizar diversas dimensões da realidade econômica e/ou social em uma mesma medida. Eles são uma forma de mensurar, por exemplo, a qualidade de vida e o nível de vulnerabilidade de uma população, por meio da criação de índices compostos que considerem diferentes fatores sociais e econômicos. Um bom exemplo é o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que reúne indicadores como anos de estudo, expectativa de vida ao nascer e PIB per capita em sua composição.


A escolha de indicadores na gestão pública deve considerar diversas características, de acordo com o objetivo que se pretende atingir. Por exemplo, eles devem ser precisos e confiáveis, mas também têm de ser disponibilizados com regularidade, de maneira que permitam comparações temporais ou territoriais. Para isso, as bases de dados devem constituir séries históricas que permitam avaliar a evolução do indicador ao longo do tempo, bem como a análise de seu desempenho.

Por outro lado, é necessário acompanhar junto às instituições-fonte dos indicadores se houve mudanças na metodologia de coleta de dados e seu processamento para um determinado indicador, de modo a garantir a integridade da base de informações e a possibilidade de comparação ao longo do tempo e do espaço.


A objetividade dos dados e informações são igualmente fundamentais, uma vez que facilita o entendimento, a interpretação e a comunicação com públicos diversos em diferentes contextos. Isso significa que o indicador deve prezar pela simplicidade, para que as informações sejam transmitidas de forma clara e sem inconsistências.


Acesso os dados do portal cidades sustentáveis e confira o conteúdo completo:




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